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História da Filosofia - parte I





Nessa introdução geral vamos estudar a História da Filosofia Antiga.




Aqui estão algumas questões que nortearão a sua leitura:
1) Qual é a principal característica da Filosofia Antiga? Dê exemplos.
2) Quem criou a palavra “Filosofia” e qual foi o motivo?
3) Por que o primeiros filósofos são chamados de “filósofos da physis”?
4) Quais são os períodos da Filosofia Antiga? Explique cada um deles.

“Mais saber é igual a mais poder!” – Mauro de Souza.

A História da Filosofia costuma datar sua criação no século VI a.C., quando pensadores gregos iniciaram a indagação a respeito da racionalidade do mundo e partiram em busca da compreensão de sua natureza (Physis). Esta busca reflete o processo social, político e cultural por que passavam as ilhas gregas nesse período, e a Filosofia ganhou força quando se fortaleceu a superação da interpretação mítica rumo ao pensamento racional.


Há uma tradição que atribui a Pitágoras de Samos (séc. VI a.C.) a criação do termo Filosofia. A Filosofia, para ele e para a maioria dos gregos, signficava a busca da sabedoria, o amor por ela. Isto porque, para eles, a posse real da sabedoria era privilégio apenas dos deuses, sendo que aos humanos restava apenas buscá-la e amá-la, sem jamais possuí-la completamente. Era, de fato, um conceito religioso de Filosofia, mas que permanece até hoje. Mas há ainda outras características importantes que perfilam a Filosofia Antiga.

O seu conteúdo procura sempre compreender as coisas a partir da totalidade, isto é, abranger toda a realidade, sem excluir partes e sem dividi-la em pormenores. A Filosofia Antiga vai perguntar sempre sobre o princípio de todas as coisas e seu objeto de estudos é a totalidade da realidade e do ser. Para alcançar tal intento, ela vai perscrutar sobre o primeiro princípio de todas as coisas, o porquê anterior a todas as causas, a causa não causada. Os gregos chamam este princípio de Physis (a essência de tudo). Inicialmente os pensadores chamados pré-socráticos vão procurar a Physis na natureza, no mundo que existe antes mesmo dos seres humanos. Por isso, são chamados de Físicos.


O método da Filosofia Antiga é a compreensão racional da totalidade do ser. Isto quer dizer que, diferentemente das explicações míticas ou religiosas, os filósofos devem fundar suas pesquisas e argumentos sobre o raciocínio lógico, buscando as causas dos fenômenos. Enquanto o mito e a religião buscam compreender o mundo através da crença e da narrativa, a Filosofia vai fundamentar suas explicações na Razão (Lógos). Este é o seu método, que, aliás, foi herdado por quase todas as ciências que conhecemos hoje.

O objetivo da Filosofia Antiga é bastante pretensioso: conhecer e contemplar a verdade. Para os gregos, contemplar (Theorein) significa conhecer racionalmente sem se envolver com o objeto conhecido. Do verbo Theorein é que deriva a nossa palavra Teoria. Tal sentido está ainda muito presente nas ciências atuais, que acreditam na possibilidade de um conhecimento realmente objetivo, neutro e imparcial da realidade. Esta crença é uma herança forte da Filosofia grega, que se propôs um objetivo arquimediano: olhar e conhecer a realidade a partir de um ponto-de-vista abstrato, fora do real, de onde apenas os deuses (e os demônios) podiam contemplar o mundo. Esta é a marca fundamental da Filosofia Antiga que condicionou indelevelmente o Ocidente.



Com a Filosofia Antiga é possível explicar muitas coisas do mundo sem historias e sim com fatos reais. Há algum tempo atrás a filosofia foi motivo de critica por ser matérias de escolas, pois ela alertava as pessoas para a realidade da vida e muitos poderosos não queriam a população esperta e com isso tiraram à matéria da grade curricular. Tales de Mileto foi o primeiro filosofo a surgir.
 
Filosofia Antiga
A filosofia antiga dava as pessoas muito conhecimento sobre todos os aspectos e isso assustava muito algumas pessoas, principalmente na política. Entre os filósofos existentes naquele tempo podemos citar Aristóteles, Sócrates e Platão. A filosofia antiga pode ser dividida em quatro partes que são: Pré-socráticos com Tales de Mileto que é bem diferenciada das mitológicas afinal explicam os fenômenos que são naturais. Com esse período os mitos foram quebrados. Nesse período a preocupação era com o belo universo e até mesmo com a astronomia. No tempo pré-socrático existiram alguns filósofos e os que mais foram importantes são: Demócrito, Heráclito, Pitágoras, Parmênides, Anaxímenes, Tales e Anaximandro. Neste período também aconteceram alguns conflitos sobre Mobilismo e Monismo. Os filósofos deste período tiveram como destaque o Teorema de Tales, a matemática pitagórica e a teoria atômica.


No período socrático com Sócrates, a filosofia antiga começa a falar das relações humanas como a ética, as técnicas e a política. É também conhecido esse período como antropológico. Destaca-se com Sócrates nessa época Aristóteles e Platão. Nessa época ficaram marcados os diálogos de Platão e as obras de Aristóteles. Com os métodos socráticos ficaram importantes estudos de ética, o mito da caverna, a lógica, política, retórica, a noção da universidade e a teoria das formas. No período sistemático a filosofia fala da cosmologia e também da antropologia voltadas para a ciência. Com o período helenístico terminou por causa da queda do império romano e o grande início da idade média. Nesta época a filosofia antiga ganha novos horizontes tomando entre eles Alexandria e Roma. Começa a atingir também os padres, também visando à ética com relação à natureza e a sua beleza e ao amor em Deus se preocupando assim com a cultura religiosa, bem como trazendo mensagens de vida. Podemos citar também algumas escolas de filosofia do período helenístico que são: Cinismo, Epicurismo, Estoicismo e Ceticismo.

Hoje em dia a filosofia voltou para as escolas, mas os livros que são dados pelo governo em escolas do estado não são mais como antes afinal ter uma população sempre atenta a fatos principalmente quando se fala de ética e política é o que poderosos não querem, pois com uma população atenta não será mais possível manipula-las. A filosofia é falada para os alunos com mais cautela e com isso até parece ser pouco interessante, mas na realidade é muito bom entende-la e estuda-la.

A filosofia é um saber específico e tem uma história que já dura mais de 2.500 anos. A filosofia nasceu na Grécia Antiga - costumamos dizer - com os primeiros filósofos, chamados pré-socráticos. Mas a filosofia não é compreendida hoje apenas como um saber específico, mas também como uma atitude em relação ao conhecimento, o que faz com que seus temas, seus conceitos e suas descobertas sejam constantemente retomados.

A história da filosofia coloca em perspectiva o conhecimento filosófico e apresenta textos e autores que fundamentam nosso conhecimento até hoje.



Pré-socráticos

Os filósofos que viveram antes da época de Sócrates, como Parmênides e Heráclito, investigaram a origem das coisas e as transformações da natureza. De seus textos só restaram fragmentos. O conhecimento especulativo no período pré-socrático não se distinguia dos outros conhecimentos, como a astronomia, a matemática ou a física.

 

Tales de Mileto – foi o primeiro pensador que podemos chamar de filósofo. Como outros pré-socráticos, Tales dedicou-se a caracterizar o princípio ou a matéria de que é feito o mundo. Sustentou que este princípio era a água.


No período clássico, a filosofia vinculou-se a um momento histórico privilegiado - o da Grécia clássica. Nesse período, que compreende os séculos 5 a.C. e 4 a.C., a civilização grega conheceu seu apogeu, com o esplendor da cidade de Atenas. Essa cidade-estado dominou a Grécia com seu poderio militar e econômico.

Adotando a democracia como sistema político, Atenas assistiu a um florescimento admirável das ciências e das artes. Foi esse período histórico que deu origem ao pensamento dos três maiores filósofos da Antigüidade: Sócrates, Platão e Aristóteles.

Sócrates não deixou uma obra escrita, mas conhecemos seu pensamento através das obras de seu discípulo Platão. Este não escreveu uma obra sistemática, organizada de forma lógica e abstrata, mas sim um rico conjunto de textos em forma de diálogo, em que diferentes temas são discutidos. Os diálogos de Platão estão organizados em torno da figura central de seu mestre - Sócrates.

Platão e Aristóteles

O conhecimento é resultado do convívio entre homens que discutem de forma livre e cordial. No livro "A República", por exemplo, temos um grupo de amigos que incluem o filósofo Sócrates, dois irmãos de Platão - Glauco e Adimanto - e vários outros personagens, que serão provocados pelo mestre. O diálogo vai tratar de assuntos relacionados à organização da sociedade e à natureza da política. A palavra política vem do grego polis, que significa cidade ou Estado.

Aristóteles - ao contrário de Platão - criou uma obra sistemática e ordenada. A filosofia aristotélica cobre diversos campos do conhecimento, como a lógica, a retórica, a poética, a metafísica e as diversas ciências. No livro "A Política", Aristóteles entende a ciência política como desdobramento de uma ética, cuja principal formulação encontra-se no livro "Ética a Nicômaco".



O período helenístico corresponde ao final do século 3 a.C. (período que se sucede à morte de Alexandre Magno, em 323 a.C.) e se estende, segundo alguns historiadores, até o século 6 d.C. As preocupações filosóficas fundamentais voltam-se para as questões morais, para a definição dos ideais de felicidade e virtude e para o saber prático.

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